Os artistas mais humildes, tal como os mais prestigiados, encontraram sempre na Bíblia uma fonte de inspiração fundamental. As razões de tal fato são evidentes. Independentemente do poder decisivo que a Igreja deteve durante século e domínio que ela pôde exercer sobre o pensamento humano, emana da própria narrativa bíblica um interesse e um poder de fascinação a que os artistas não puderam manter-se insensíveis. É esse o caso, notadamente daquelas cenas que permitem opor personagens tão diferentes umas das outras como Golias, o gigante armado dos pés à cabeça, e Davi, o jovem pastor, ou então filho pródigo, ingrato e miserável, e seu pai, que, louco de alegria, o acolhe de braços abertos. Por outro lado, a representação pictórica destas narrativas trazia um suporte visual ao ensino da igreja.

É evidente que o pequeno número de obras propostas nas páginas que se seguem está longe de ser representativo do conjunto da produção artística inspirada pela Bíblia. A nossa intenção é, acima de tudo, pô-las em contraste com as ilustrações da terceira parte deste atlas, que, quanto a elas, tendem a recolocar a narrativa bíblica no seu contexto geográfico original, fazendo apelo a técnicas como a fotografia aérea. Tais processos são ainda muito recentes. A maioria dos artistas, ao longo dos séculos, tinha apenas uma idéia muito imperfeita acerca da Terra Santa. Com muita Freqüência, eles limitaram-se a representa as personagens das escrituras nos hábitos e costumes da sua época, no meio de paisagens que lhes eram familiares. Seja como for, o conjunto das ilustrações que propomos não tem apenas como objetivo pôr em evidencia o valor da terceira parte desta obra, mostrando indiretamente que um melhor conhecimento do quadro geográfico da Terra Santa permite muitas vezes compreender melhor a mensagem da Bíblia. Lembra-nos também que essa mensagem raramente terá sido expressa com maior força que a evidencia pelos grandes artistas que nela encontraram a sua inspiração.

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