Durante a invasão dos partos, o filho de Antípatro, Herodes, o Grande, fugiu para Roma. Ali foi nomeado rei da Judéia, e regressou para derrotar os invasores partos em 37 a.C. Herodes, conquistou Iduméia, Samaria e Galiléia com a ajuda do exercito romano.

Depois avançou até Jerusalém e ao fim de um assédio de cinco meses tomou a cidade.

A dinastia Asmonéia terminou com a execução de Antígono. Tecnicamente falando, Herodes podia ser considerado judeu; embora observasse de má vontade os costumes judeus e suas leis dietéticas, nunca foi aceito pela maioria judia da Judéia, a qual considerava acima de tudo um vassalo de Roma.

O governo de Herodes é mais bem recordado por suas esplendidas edificações. Ele erigiu suntuosos palácios e fortalezas em Massada, no Mar Morto, o Heródion ao sul de Jerusalém, em palácio de inverno em Jericó, uma nova colônia para seus soldados leais em Sebaste, perto da antiga capital de Samaria, além do porto de Sebastos e a cidade modelo de Cesaréia, construída em honra de seu chefe Júlio César. A cidade de Jerusalém se transformou: Herodes mandou construir um palácio próprio, três torres-fortalezas e, o mais significativo, em 19 a.C. começou a edificação de um novo e espetacular templo para os judeus.

Após a morte de Herodes, seus três filhos remanescentes dividiram entre si o legado: Arquelau recebeu a Judéia, Herodes Antipas ficou com a Galiléia, e Filipe obteve todo o território a nordeste do reino. Arquelau só governou a Judéia por dez anos. Em 6 a.C. partiu para o exilio, e o Estado passou ao domínio romano.

Chamado Judaea, o país foi administrado por uma série de governadores nomeados diretamente por Roma. De inicio assumiram o titulo de prefeitos, e depois foram elevados à categoria de procuradores.

O mais lembrado é Pôncio Pilatos, citado na bíblia por ter condenado Jesus à morte. Os judeus receberam um grau de autonomia maior que sob Herodes, e seu órgão supremo do governo era o Sanedrin (Sinédrio), que se reunia em Jerusalém. Não obstante, os próprios judeus tinham divergências quanto aos aspectos fundamentais de como acomodar-se o melhor possível a influencia predominante da cultura helenística e, no plano politico, de como fazer frente ao domínio romano com seus altos impostos e seu regime opressor. A presença de tropas romanas na cidade santa de Jerusalém era o que eles menos toleravam.

O ministério de Jesus deve ser visto dentro do contexto dessa época de desordem, e João Batista não era o único que pregava e batizava. O povo judeu estava dividido, e cada grupo tinha seu próprio sistema para haver-se com Roma. Apesar de depois o cristianismo se ter transformado numa religião atraente fora dos limites nacionais, no inicio ele tinha características em comum com outras seitas cuja origem era o judaísmo. Por exemplo: aos essênios, que eram um movimento messiânico, atribuíam-se pelo menos 4.000 seguidores.

Em 37 d.C. Calígula nomeou Agripa I, neto de Herodes, o Grande, rei dos territórios dominados por seus tios Filipe e Herodes Antipas. Na Judéia, de 41 a 44 d.C., deu-se uma trégua com o reinado de Agripa, um governante que, melhor que qualquer outro da época,  conciliou os diversos povos, religiões e seitas. Quando Calígula ordenou que sua estátua fosse colocada no Templo de Jerusalém, Agripa interveio e adiou o cumprimento do edito. As desordens na Judéia chegaram ao ponto limite durante a sublevação judia dos anos 66-70 d.C. os romanos responderam com a força, e foi enviada a X Legião, que se encontrava na Síria.

Segundo o historiador judeu-romano Flávio Josefo, a Primeira Rebelião começa com uma dura batalha entre judeus e os residentes gregos de Cesaréia, capital romana da província. Os romanos perdem o controle de amplas zonas rurais e de grande parte da cidade de Jerusalém, e a província toda se vê em continuo estado de desordem. Por seu lado, os romanos dispunham de três legiões que, junto com as forças auxiliares, somavam 60.000 homens.

Os judeus não só estava mal armados e tinham pouco treinamento militar, como também não estavam unidos entre si. Na primeira de 70 d.C. o general romano Tito e seu exercito assediam Jerusalém. O relato de Flávio Josefo insiste nas divergências entre os judeus defensores e no sofrimento do povo simples. Quando por fim foi tomado o Templo, ele ficou arrasado, como, aliás, o resto da cidade. Os judeus que sobreviveram foram escravizados e proibidos de entrar na cidade, embora este decreto nem sempre tenha sido respeitado estritamente. A destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C. marcou não só o fim da vida religiosa, mas também o fim de uma cultura tradicional que tivera sua base em Jerusalém.

Isso ocasionou um enorme pesar ao povo judeu, e o dia santo de 10 de Ab (1) lembra a destruição do Templo.

Como quer que seja, a vida cultural e religiosa judia não acabou. As escolas rabínicas cresceram tanto na Terra Santa quanto na diáspora. A vida religiosa passou a se concentrar não mais no Templo, e sim ao redor da sinagoga.

Apesar de os judeus já não poderem viver livremente em Jerusalém, nasceram novos centros judaicos em outros lugares da Terra Santa. Em 117, Adriano foi nomeado imperador, e as diversas mudanças que introduziu enfureceram ainda mais os judeus. Em 129, Adriano visitou Jerusalém e três anos depois começou a pôr em pratica seu plano de reconstrução da cidade como centro pagão, como o nome de Aelia Capitolina. A relação do povo judeu com a terra foi ainda mais prejudicada quando Adriano mudou o nome do país de Judéia para Palaestina ou Palestina. A segunda Rebelião judaica eclodiu em 132 e se localizou primeiramente na Judéia, para estender-se até as cidades de Emaús, Modin e Lida. A revolta foi encabeçada por um líder messiânico, Simeão Bar Kokba, que prometeu a redenção do povo judeu. Os rebeldes cunharam moedas com a imagem da fachada do Templo tal como havia sido mais de 60 anos antes. A rebelião durou só três anos e meio, e durante a repressão romana morreram milhares de judeus; os que restaram do que havia sido a população majoritária se retiraram para a Galiléia ou fugiram para a diáspora.

As características de Jerusalém mudaram de forma importante quando Adriano terminou a reconstrução da cidade com uma estrutura totalmente romana, a mesma que ainda tem hoje em dia.

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