A idade do bronze deve seu nome ao uso cada vez mais frequente deste material, uma liga de cobre e de 5-10 por cento de estanho. A primeira idade do Bronze anterior a Bíblia começa por volta de 3150 a. C. Este período se destacou pela urbanização crescente, quando a população se reuniu em cidades-estados, com uma cidade ou um povoado rodeado por aldeias e fazendas.
Algumas dessas cidades-estados eram fortificadas, e há provas de guerra entre Estados. A população total não passava de 150.000 pessoas. A economia se baseava, na maior parte, na agricultura, e a primeira idade do bronze se caracteriza pelo aparecimento da oliveira e das videiras, com as quais faziam azeite e vinho.
Há dados que demonstram o comércio com o Egito, e, como antes do segundo milênio a.C. não havia na Palestina nenhum porto, todo o comercio tinha de ser feito por terra. A cultura Cananéia começa a se desenvolver durante este período. O final desta primeira idade do Bronze foi marcado pela interrupção das relações comerciais com o Egito e pelo declínio da cultura urbana.
Desconhecem-se os motivos do abandono da vida urbana e do conseguinte auge da vida nômade ou seminômade. Tampouco se sabe se os moradores das foram deslocados por novos povos, ou se uma mudança climática provou o retorno ao nomadismo. A vida urbana em assentamentos fortificados não será retomada se não em princípios do segundo milênio a.C., no Bronze Médio: reaparece a cultura Cananéia e retoma-se o comércio com o Egito. Não obstante, veem-se sinais de uma cultura diferente com o aparecimento de uma ritual de sepultamento, chamado secundário, tanto nas cavernas naturais quanto nas abertas pelo homem. Nos enterros secundários, tornavam-se a enterrar os ossos dos defuntos, depois da sepultura primitiva, num lugar diferente.
Reaparece o uso do trono de olaria, que havia desaparecido em fins do Bronze médio. Provas ritos religiosos é a construção dos Bamot (lugares altos) ao ar livre, e de outros de adoração a céu aberto, com elas ou pilares de pedra lavrada. Esta terra é mencionada pela primeira vez nos Textos de Execração, da XII dinastia do Egito. Escritos de tabuinhas de argila, estes textos fornecem uma lista das cidades-estados que foram consideradas malditas pela deslealdade ao Egito.
A cultura Cananéia era muito influenciada pela egípcia, e foram encontrados muitos objetos egípcios, como escaravelhos engastados em anéis de selar e jóias de ouro.
É evidente que, no final do Bronze Médio, a cultura Cananéia tinha sido firmemente restabelecida. As cidades eram bem fortificadas, e a cidade mais importante do norte de Canaã era Jasor. Uma característica das cidades era a porta dupla, e neste período apareceram os primeiros palácios. Mas no final desta época as cidades já não tinham muralhas; talvez os chefes egípcios supremos considerassem as fortificações como uma ameaça a sua soberania.
O Bronze final na Palestina corresponde ao Império Novo no Egito. Era a época do poder egípcio em Canaã, e extensas áreas do País estavam diretamente sob o controle egípcio. Tutmósis III (1504-1450 a.C.) empreendeu várias campanhas para ampliar o domínio egípcio sobre Canaã, e a mais importante proporcionou-lhe o controle de Megido.
Outra informação procede das cartas de el-Amarna, uma coleção mais de 350 tabuinhas de argila encontradas no Egito. Algumas delas contem chamamentos de príncipes cananeus ao faraó para que venha em sua defesa.
Criaram-se novas estratégias de guerra, com o uso do carro ligeiro e de um novo tipo de besta. Em seu apogeu, a cultura Cananéia foi especialmente notável pelo desenvolvimento de escrita alfabética. No entanto, no final deste período, o Egito entrou num declínio – desde o reinado de Faraó Merneftá – que pouco a pouco provocou a retirada de suas forças de Canaã. Este período é marcado também pela chegada dos chamados “Povos do Mar” ao longo da costa e pelo aparecimento dos israelitas nas regiões montanhosas.

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