A Idade do Ferro foi marcada pela descoberta de novas técnicas metalúrgicas, como o seu próprio nome sugere. Ela vai de 1200 a.C., a destruição do primeiro Templo em 586 a.C.

É a época dos patriarcas bíblicos e começa com a invasão dos Povos do Mar, entre as quais os filisteus, em toda a costa da Palestina. O reinado de Saul, o primeiro rei de Israel, durou de 1029 a 1007 a.C. Segundo a Bíblia, Saul derrotou os amonitas, moabitas, amalecitas, arameus e edomitas e morreu quando combatia os filisteus perto do monte Guilboa. Saul foi sucedido por Davi, que quando rapaz havia matado o gigante filisteu Golias. O rei Davi governou por 40 anos e durante esse tempo conseguiu unificar as tribos de Israel. Seu sucessor, Salomão, consolidou o reino, fazendo do Templo em Jerusalém o centro de adoração religiosa e construindo uma série de cidades fortificadas em Jasor, Megido, Gezer e Betjoron. Após a morte de Salomão, seu reino foi dividido em dois; seu filho Roboão herdou o reino de Judá, e Jeroboão, filho de Nebate, governou Israel. Este reino dividido se enfraqueceu ainda mais com a invasão pelo rei Sesonquis do Egito em 923 a.C. Segundo uma inscrição encontrada no templo de Amon em Karnak, Sesonquis conquista as cidades de Jerusalém, Gibeão e Megido. Enquanto o reino de Judá permanecia sob o governo de uma só dinastia, a casa de Davi, o reino nortista de Israel viu a ascensão e queda de nove diferentes dinastias. Um de seus mais poderosos dirigentes foi Omri, que fundou a cidade de Samaria e a fez capital de seu reino, Efraim. O reino de Israel se prolongou até o ano de 722 a.C., quando foi conquistado pelos assírios.

A história do exílio das dez tribos de Israel e da substituição destas por colonização estrangeiros é confirmada nos anais do rei assírio Sargon II.

Embora os assírios tivessem tentado conquistar a cidade de Jerusalém 20 anos depois, foram derrotados pelo rei Ezequias. No entanto, o reino da Babilônia teve mais sucesso, e Jerusalém caiu em 598 a.C. O rei Joaquim foi assassinado, e seu filho e 10.000 dos cidadãos mais representativos da Judéia foram deportados para a Babilônia.

Os babilônios puseram no trono um rei de seu agrado, Sedecias. Mas, sob grandes pressões de seus compatriotas, e com a promessa de ajuda do Egito, Sedecias encabeçou uma revolta contra os dirigentes babilônios. Depois de um assédio de dois anos, os babilônios tomaram a cidade de Jerusalém. Sedecias foi obrigado a presenciar a execução dos dois filhos, e depois lhe arrancaram os olhos e o levaram cativo para a Babilônia. Foram derrubados os muros de Jerusalém. Este relato da bíblia é amplamente confirmado pelas descobertas arqueológicas.

A Idade do Ferro, que deve seu nome aos avanços metalúrgicos que levaram à fundição do ferro, é igualmente chamada de o período israelita, por seu predomínio. Mas outros povos também desempenharam um papel de igual importância nesta época. Deve-se mencionar especialmente dos Povos do Mar na costa sul e os fenícios na costa norte. O período imediatamente anterior à Idade do Ferro foi uma época de crise.

O poder declinou de forma impressionante, principalmente por causa das invasões dos Povos do Mar.

A cultura Cananéia, muito influenciada pela egípcia, experimentou um declínio similar; foram destruídas muitas cidades de Canaã, entre as quais Jasor e Láquis. Em geral, os motivos foram atribuídos em grande parte a fatores ambientais, particularmente vários anos de seca que permitiram que povos rivais pudessem estabelecer-se na região. Os filisteus e outros Povos do Mar invadiram as planícies da costa meridional, e os israelitas ocuparam a zona montanhosa central. Os cananeus e seus parentes próximos, os fenícios obtiveram o controle de grande parte do norte da Palestina e da planície costeira do norte.

Na Transjordânia, as terras a leste do rio Jordão, aumentaram seu poder os edomitas, moabitas e amonitas.

Os israelitas, devido a seu importante papel bíblico, foram objeto de estudo dos arqueológicos, embora isso não queira dizer que se tenha chegado a um consenso sobre a sua origem. Afora a estela de Merneftá, datada de cerca de 1220 a.C., que menciona uma vitória sobre um povo chamado Israel, nenhuma outra fonte, à exceção da Bíblia., fornece informação sobre as origens dos israelitas. Não existem provas arqueológicas de que tivessem origem fora da Terra Santa.

Além disso, é difícil distinguir os lugares israelitas de outros pertencentes a povos da mesma época, com os gabaonitas, os jebuseus e os amalecitas. Não obstante, pode-se chegar a algumas conclusões gerais. Os israelitas constituíam uma sociedade sedentária, em grande parte composta de fazendeiros e pastores que viviam em pequenos povoados. Muitos de seus costumes eram idênticos, ou muito semelhantes, aos de seus vizinhos cananeus. Os registros arqueológicos são mais sólidos com respeito á monarquia.

Além da bíblia, existem outras fontes, documentos ou inscrições egípcios, assírios e babilônios escritos em ostraca (fragmentos de cerâmicas); estes últimos dão informação sobre a organização administrativa. Entre as provas arqueológicas, encontram-se muitos assentamentos urbanos bem fortificados, com indicações de um nível de vida mais alto e produtos de luxo para a elite. Só se encontraram uns poucos fragmentos das muralhas que fortificavam a primeira cidade de Jerusalém sob o reinado de Salomão. Os melhores exemplos das obras do rei estão em Jasor, Megido e Gezer. Nas escavações nestas cidades apareceram portas sêxtuplas semelhantes, bem como em Láquis e Asdod. Estes lugares também têm em comum as chamadas Cavalariças ou Estábulos de Salomão. O melhor desse tipo de construção foi encontrado em Megido, e outras em Jasor, Beerseba e Tel Masos, no Neguev. Se, por um lado, o suntuoso palácio de Salomão em Jerusalém, descrito com tanta riqueza de detalhes no Livro I dos Reis, não sobreviveu, por outro foram encontrados outros palácios do mesmo período em Megido. Judá e Israel transformaram-se em sociedades urbanas. As capitais de ambos os reinos, Jerusalém em Judá e Samaria em Israel, experimentaram grande crescimento. Outras cidades importantes não tinham mais que um oitavo do tamanho de Jerusalém.

Estas cidades foram construídas durante o último período da Idade do Ferro, claramente em resposta à ameaça de invasão assíria. A principal arma de assédio era o aríete, razão pela qual as muralhas das cidades mais importantes eram reforçadas para resistir aos ataques. Outra característica da construção da cidade eram os elaborados sistemas de destruição de água, como os encontrados em Jerusalém, Gezer, Megido, Gibeão, Jasor e Láquis.

A arqueologia fornece provas do desenvolvimento do alfabeto e de que, a partir do século XVI a.C., o alfabetização já se estendia a toda a sociedade, não estando restrita a poucos escribas e nobres. Este grau de alfabetização não tinha precedentes no resto do mundo antigo e é demonstrado de diversas formas: nas vasilhas de cerâmicas se estampava o nome de seu proprietário; em algumas tumbas se inscrevia o nome do defunto, junto a maldições para afugentar possíveis saqueadores de tumbas; utilizava-se o selo cilíndrico para estampar os lacres de argila amarrados às cordas que prendiam os documentos enrolados. A influencia assíria comprovada pela arqueologia é mais limitado. No último terço do século VIII a.C.., a Assíria começa a desmembrar sistematicamente o reino de Israel.

Em 701 a.C. a Assíria havia conquistado Israel e a planície da Filistéia e exigia um grande tributo do reino de Judá. Estas conquistas são descritas de forma gráfica em vários baixos-relevos assírios, sendo a melhor representação conhecida à conquista de Láquis, esculpida nas muralhas do palácio de Senaquerib em Nínive.

Encontram-se ruinas dos edifícios administrativos assírios em Megido, Gezer e Dor, embora as provas arqueológicas da conquista babilônica sejam mais gráficas e satisfatórias nas escavações de Jerusalém.

No norte na cidade foi encontrada a chamada Torre Israelita; era rodeada por uma grossa camada de cinzas coberta de pontas de flecha, prova de um combate encarniçado.

Na cidade de Davi, as escavações recuperaram utensílios da vida cotidiana junto a pontas de flecha, tanto de israelitas quanto de seus inimigos babilônios, tudo sob uma camada queimada de destruição.

Faça uma viagem  à Terra Santa  ligue:(11) 3257-9211