Os cristãos de quase todas as crenças conhecidas estão representados na população de Jerusalém. As tendências mais importantes têm seus próprios representantes e sacerdotes para matrimônios, divórcios e outros assuntos legais e familiares relacionados com sua congregação. A maioria da população cristã é árabe e fala árabe, embora haja uma quantidade considerável de cristãos que vivem em Israel com o status de residentes estrangeiros. Em conjunto, os cristãos constituem pouco mais de 2% da população.

Os ortodoxos gregos são o grupo mais importante entre os cristãos de Jerusalém; muitos dos sacerdotes e a maioria dos hierarcas, incluindo o patriarca, são gregos. O patriarcado grego é proprietário de esplendidas igrejas na Terra Santa. Há também pequenas comunidades de ortodoxos russos e de clero ortodoxo romeno.

A Igreja Armênia representa outro grupo de cristãos que têm antigas raízes em Jerusalém; congregações muito menores acolhem os ortodoxos sírios, chamados também jacobitas, e os coptas. A igreja Etíope conta com uma pequena comunidade de monges e freiras. A Igreja Católica tem várias comunidades: a maior é a de católicos latinos, mas também há outros grupos, como os melquitas, os maronitas, os caldeus, os católicos coptas, os católicos sírios e os católicos armênios.

A comunidade latina mantém também diversas ordens monásticas. Os franciscanos são a ordem mais importante da Terra Santa e se ocupam da comunidade latina em muitos dos principais lugares santos cristãos de Israel.
A atividade protestante na terra Santa remonta ao século XIX e à formação do bispado conjunto anglo-prussiano.
Isto configurou a base da Igreja Evangélica Episcopal de Jerusalém, em sua maioria de fala árabe, que existe hoje em Jerusalém. Da mesma forma, no século XIX chegaram muitos grupos protestantes norte-americanos.
Atualmente quase todas as crenças protestantes têm algum tipo de representação em Jerusalém. Durante a festa dos Tabernáculos, muitos milhares de cristãos chegam à peregrinação a Jerusalém subvencionado pela Embaixada Cristã Internacional.
A igreja do Santo Sepulcro esta quase escondida no bairro cristão, e só sua cúpula sobressai aos edifícios que a rodeiam.

A construção da igreja foi iniciada em 326 pelo imperador Constantino para indica o lugar onde, segundo a tradição, ocorrera à crucificação, o sepultamento e a ressurreição de Jesus.

 
A igreja primitiva era maior e se estendia num plano Leste-Oeste: a oeste, no mesmo lugar de hoje, o sepulcro ficava dentro de um grande edifício circular, o Anastasis, coroado por uma cúpula dourada. A rocha do Gólgota se encontra no Horto Santo, um pátio rodeado de colunas. A basílica testemunhava o lugar da crucificação e era uma grande sala com cinco naves que se abriam para o Atrium, o vestíbulo de entrada=, onde largos degraus desciam até o Cardo Maximus.

A igreja foi arrasada diversas vezes durante a tumultuosa história de Jerusalém, e sua arquitetura reflete esse passado. Embora os componentes básicos se tenham conservado, foram acrescentadas outras estruturas sem ordem, e agora a igreja se funde com a cidade circundante. Como resultado, é bela em algumas partes, mas é difícil considera-la como um todo, ao contrario da maioria das outras grandes igrejas. No século XIV as chaves da igreja foram entregues a um vigia muçulmano para assegurar o acesso a latinos, gregos, georgianos, coptas, sírios e etíopes. Atualmente se mantém um cuidadoso status quo.
Um dos lugares mais importantes da história do cristianismo em Jerusalém se encontra ao sul da igreja do Santo Sepulcro. O Muristan ocupa uma grande praça que foi o foro em tempos romanos e depois passou a ser propriedade dos Cavaleiros Cruzados de São João, os Hospitalários. Durante a Jerusalém dos Cruzados do Século XII, os Cavaleiros de São João contavam com um albergue e hospital que abrigava até 400 cavaleiros da ordem e, algumas vezes, chegou a ocupar-se de 900 pacientes. O hospital foi desmontado quando os cristãos se viram obrigados a deixar a cidade por causa da conquista de Saladino em 1187, e pouco a pouco foi sendo abandonado. No século XIX já não passava de um terreno.

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