Para os judeus, Jerusalém é não só a capital de Israel, mas também o lugar de todos os judeus do mundo. É bastante conhecido o verso do Salmo 137,5: “Jerusalém, se eu de ti me esquecer, que se segue a minha destra”. Também cada serviço da Páscoa termina com a advertência de não esquecer Jerusalém. Os judeus devem rezar voltados para Jerusalém e Têm a obrigação de peregrinar à cidade, especialmente nas festas do Tabernáculos, de pentecostes e da Páscoa. O dia nono do mês hebreu Ab é o dia de luto e jejum pela destruição do Templo.

Os judeus de Jerusalém representam todos os grupos étnicos e todas as tendências religiosas que compõem o atual povo judeu. No entanto, são diferentes por terem escolhido viver na cidade mais sagrada do judaísmo.

O regresso a Sião é, para muitos, não só o retorno à terra de Israel, mas também o regresso à Jerusalém. Os religiosos judeus têm uma influencia especial em Jerusalém.

Embora à primeira vista sejam muito parecidos entre si com, sobretudo e chapéu negros e barba, os judeus ultra-ortodoxos pertencem a diversos grupos que tiveram origem na Europa central no século XVI.

Os ultra-ortodoxos de Naturie Karta se negam a reconhecer o Estado de Israel. Outros grupos ortodoxos, especialmente os “ortodoxos modernos”, mostram-se muito ativos na vida politica de Israel.

Os assuntos de legislação ordinária estão sob a jurisdição de tribunais rabínicos e do Grande Rabino. Os assuntos religiosos cotidianos estão sob a jurisdição do Conselho Religioso de Jerusalém. Nas escolas religiosas é oferecida educação estatal, enquanto os membros ultra-ortodoxos costumam educar os filhos em colégios particulares.

Outras tendências do judaísmo – os reformistas, movimentos progressistas ou conservadores – ainda não são aceitas pelas autoridades religiosas, apesar de surgirem crescendo ano a ano.

Os judeus seculares foram maioria em Jerusalém, mas a balança se está equilibrando devido ao fato de os judeus religiosos terem famílias mais numerosas.

Não obstante, ao mesmo tempo e em certos aspectos, vem aumentando a tolerância com relação aos seculares. Por exemplo, muitos restaurantes e estabelecimentos de diversões ficam abertos no Sabat.

O bairro judeu tem seu centro na zona próxima à muralha ocidental do monte do Templo. Esta muralha constituída a ladeira da esplanada abaixo do Segundo Templo: marca o inicio da dispersão do povo judeu. Cada ano, no dia 9 do mês de Ab, relembra-se a destruição do Segundo Templo, e a muralha recebeu o nome de “Muro das Lamentações” pelos que vão até ela chorar sua perda. O muro é agora muito concorrido às sextas-feiras de tarde e aos sábados de manhã durante as orações do Sabat. À esquerda do muro das Lamentações se encontra o Arco de Wilson, os restos de parte dos alicerces de uma calçada elevada que ia do monte do Templo ao outro lado do vale Tiropeon.

Ouro limite da zona do Muro das Lamentações é uma rampa que conduz à porta dos Muros do monte do Templo. Para os judeus ortodoxos é proibido entrar no monte do Templo por temor de que poderiam estar andando sobre o Sancta Sanctorum.

A reconstrução do bairro judeu, iniciada em 1967, ofereceu a oportunidade de ampliar as escavações arqueológicas.

O que agora se chama muralha Larga foi encontrado em 1969; crê-se que foi construída em 701 a.C., por Ezequias diante da ameaça de invasão das forças assírias de Senaquerib. O achado desta muralha demonstra que a cidade se tinha expandido na direção da colina ocidental, oposta ao monte do Templo, no século VIII a.C., e que a população  dentro de seus limites era de cerca de 25.000 pessoas. Um pouco mais ao norte se encontrou uma torre de defesa, provavelmente construída pelos asmoneus no século II a.C., e acrescentada a uma torre israelita anterior, talvez destruída pelos babilônios no século VI a.C.

Os restos arqueológicos conservados no Museu da Casa Queimada mostram de forma muito clara a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C.

É bastante possível que essa casa pertencesse a uma família de sacerdotes chamada Katros, já que entre as ruinas foi encontrado um peso de cerâmica com esse nome.

As mostras de como era a vida dos ricos durante o século I d.C. foram encontradas nas escavações dos palácios de Herodes, que compõem o museu arqueológico Wohl. O interior dessas mansões era de uma suntuosidade extraordinária: muitas paredes de cores vivas, e os pisos, com mosaicos artísticos.

Produtos de pedra lavrada para a mesa sobreviveram à destruição romana, e nos porões destes palácios há esplendidas banheiras para o asseio e mikvehs para o ritual de purificação. Devido a tanta riqueza e à extensa superfície destinada aos banhos, supôs-se que podia ser o do sumo sacerdote do Templo.

O Cardo Maximus bizantino foi encontrado durante as escavações posteriores a 1967, e parcialmente restaurados para ser um museu ao ar livre e área de compras turísticas.

Agora é possível contemplar a construção monumental desta rua.

A parte oriental da calçada de 12 metros de largura era coberta por uma arcada apoiada em enormes pilares.

O Cardo Maximus prosseguia para o sul, durante o período bizantino de Jerusalém naquele tempo, construída pelo imperador Justiniano e consagrada em 543. As ruinas do século XII de Santa Maria dos Alemães conservaram-se como jardim arqueológico.

Também se conservaram as ruinas das sinagogas de Hurva e Ramban. Foram construídas no século XIII, quando a população judia de Jerusalém era de apenas 2.000 pessoas. O famoso erudito judeu Moisés Bem Nachman, conhecido também como Ramban ou Bonastrua de Porta, edificou a sinagoga que leva seu nome.

A sinagoga, destruída mais de uma vez, era usada pela pequena população de judeus residentes e pelos peregrinos.

Só em 1856 foi construída uma sinagoga maior, a Hurva, no mesmo lugar. Em 1948 ela foi arrasada, e as ruinas foram deixadas como monumento comemorativo depois da reunificação de Jerusalém em 1967.

Um conjunto de quatro sinagogas, restaurado em 1967, continua a ser a sede da comunidade judia sefardita, tal como havia sido desde o século XVII. As sinagogas foram construídas debaixo do nível do solo, em parte para manter a descrição no que era uma cidade muçulmana. O Museu da antiga Yishud nos mostra como era a vida domestica e religiosa dos habitantes judeus de Jerusalém há um século, com reproduções de uma casa e de uma sinagoga dessa época.

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