O alcorão explica a viagem noturna (Sura XVIII) em que Maomé foi conduzido pelo arcanjo Gabriel até a “mesquita mais distante”, de onde subiram ao paraíso. Durante esta viagem viram Abraão, Moisés e Jesus.

A festa muçulmana de al-Isra Wal-Mi’raj comemora esse acontecimento. Pouco tempo depois de ele haver começado a pregar, Jerusalém foi conhecida como Cidade Santa e Maomé rezava voltado para a cidade. Só mais tarde mudou a direção para Meca. Omar, o segundo califa, conquistou a cidade em nome de islã em 638. A conclusão da Cúpula da Rocha, pouco mais de meio século depois, consolidou a teologia islâmica com respeito a Jerusalém como lugar fundamental para o islã. A rocha situada no centro da mesquita é considerada o centro do universo. No dia do juízo Final, o Anjo da Morte soprará o chifre do carneiro de pé sobre a rocha santa.

Nesse momento se estendera uma ponte do monte das Oliveira, e os mortos deverão atravessa-la passando através de seis arcos. Em cada arco, cada pessoa terá de explicar sua vida.

Atualmente, os árabes residentes em Jerusalém são em sua maioria muçulmanos. Seus assuntos religiosos estão sob a supervisão do Conselho Supremo Muçulmano, com o Mufti como principal dirigente religioso.

Ele também supervisiona a Shari’a ou tribunal religioso, e administra o waqf, uma sociedade de propriedades que financia instituições religiosas e tutela os lugares santos muçulmanos.

Cada ano milhares de israelenses muçulmanos faz o Haj, a peregrinação a Meca. O bairro muçulmano é ao mesmo tempo o maior e o mais povoado da cidade Velha e o menos aberto ao publico.

A área inclui tanto parte da cidade incorporada por Herodes, o Grande, como a parte norte dentro da terceira muralha, acrescentada por Herodes Agripa no século I d.C. Abrigava o bairro judeu no tempo dos fatímidas e mais tarde, durante as Cruzadas, teve muitas igrejas.

Algumas dessas igrejas são agora instituições pedagógicas muçulmanas.

Nos arredores do monte do Templo há diversos edifícios mamelucos muito interessantes. Na época dos mamelucos, a partir de 1291 e até a incorporação ao império otomano em 1517, Jerusalém adotou grande parte do caráter arquitetônico que tem nos nossos dias.

Ainda que i país tenha sofrido um declínio econômico, Jerusalém se transformou no centro do Islã, e nela foram construídos diversos edifícios religiosos: albergues para peregrinos, seminários islâmicos (madrassas), e também sepulcros. O palácio de Sitt Tunshuq, no qual agora esta na Rua Ma’alot Hamadrasa, foi construída no final do século XIV como albergue para os dervixes.

Este edifício apresenta muitas das características da arquitetura mameluca: é decorado com pedra branca, negra e vermelha. Dá-se muita importância à ornamentação nas entradas, que costumam ser uma porta quadrada com um só dintel na parte superior. Em cima há um arco duas ou três vezes mais alto que a altura da porta, decorado com pedra lavrada e engastes que formam motivos geométricos e florais. Amiúde, uma inscrição dá o nome do benfeitor ou construtor do edifício, a data de construção, o fim a que se destina e versículos do Alcorão.

O sul al-Qattanin, mercado dos Mercadores de Algodão, construído em 1136-1137, é uma grande rua com fileiras de lojas que começa na rua Haggai e entra no Templo por uma enorme e impressionante porta.

A Cúpula da Rocha é o terceiro lugar santo do islã, depois da Ka’na em Meca e da mesquita do profeta em Medina. É importante como lugar de peregrinação.

Destinada mais a santuário que a mesquita, a Cúpula da Rocha fica no ponto mais alto da colina rochosa do monte do Templo. A construção eleva-se sobre uma esplanada a que se sobe por quatro escadarias situadas uma a cada lado. No final da escada estão as “balanças”, arcadas nas quais, segundo a tradição, serão penduradas as balanças para pesar as almas no dia do juízo Final. O edifício tem forma de octógono coroado por uma cúpula de lâminas douradas. As paredes inferiores são cobertas de mármore com desenhos muito elaborados, e as superiores com azulejos de Kasan, da Pérsia, e motivos florais e geométricos.

No centro do edifício fica a Rocha Santa. Na tradição muçulmana, crê-se que este é o centro do mundo e o lugar para o trono de Deus no dia do Juízo Final. Na rocha há uma fenda que a tradição muçulmana atribui à pegada que Maomé deixou ao subir ao paraíso. Debaixo da rocha há uma caverna com duas pequenas capelas, uma dedicada a Elias e a outra a Abraão. Se a Cúpula da Rocha é um monumento a Maomé e lugar de peregrinação a mesquita de el-Aqsa é o lugar de oração e pode receber 5.000 fiéis.

Muitos detalhes arquitetônicos, recuperados das diversas renovações da Cúpula da Rocha e da mesquita de el-Aqsa, estão expostos no Museu Islâmico contiguo à mesquita.

Debaixo da mesquita de el-Aqsa esta a porta dupla construída no tempo de Herodes para entrar no monte do Templo. Também debaixo da esquina sudeste há uma ampla área de arcos que sustentam a esplanada, chamada Cavalariças ou Estábulos de Salomão.

Embora não pertencem à época de Salomão, mas ao tempo de Herodes, foram utilizados para guardar cavalos durante as Cruzadas.

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