Perto de 3000 anos decorreram desde a época do rei Davi e perto de 2000 desde a do Novo Testamento. Mas, ao passo que um grande número de documentos pictóricos nos permite reconstruir, nos seus mínimos por menores, a vida quotidiana no Egito dos faraós, não possuiu nenhum testemunho semelhante sobre o Israel bíblico. Admite-se, no entanto, desde há muito tempo, que o modo de vida dos antigos israelitas não devia ser muito diferente do que ainda hoje levam certas populações autóctones. Esta perenidade dos costumes nem por isso exclui as modificações resultantes das circunstâncias da história. Assim, o nomadismo cameleiro dos beduínos só se tornou possível a partir da invenção da sela, no decurso do 1.° milênio antes de Cristo. Por outro lado, modificações étnicas verificar-se-iam inevitavelmente, notadamente nas zonas rurais, como conseqüência da passagem dos conquistadores estrangeiros, gregos e romanos, cruzados ou turcos. Nem por isso deixa de ser verdade que, apesar da chegada dos árabes muçulmanos no século VII, que teve como efeito limitar consideravelmente a cultura da vinha, os métodos consideravelmente a cultura da vinha, os métodos aplicados pelas populações autóctones no domínio da agricultura e do artesanato permaneceram praticamente imutáveis. Hoje como ontem, a captação e o armazenamento das arguas são uma das principais preocupações dos camponeses desta região onde as chuvas são raras.

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