As cruzadas começam como resposta a uma convocação feita em 1095 pelo papa Urbano II para resgatar do islã a Terra Santa.

Os cavaleiros da Primeira Cruzada, concluída com êxito na Terra Santa, chegaram à costa da Palestina em maio de 1099. Ramala se rendeu aos cruzados, e em 7 de junho Jerusalém estava cercada. Ao fim de pouco mais de um mês os cruzados abriram uma brecha nas muralhas da cidade.

Da população muçulmana e judaica, calculada entre 20.000 e 30.000 pessoas, os poucos sobreviventes foram vendidos como escravos. Os cristãos de Belém se entregaram aos cruzados, e as cidades de Nablus, Jericó, Tiberíades e Betsan se renderam com pouco derramamento de sangue. Jafa serviu de porto principal para a entrada na Terra Santa, e em 1153 já tinham sido conquistadas as outras cidades do litoral. Isto foi conseguido graças à ajuda das cidades comerciais de Gênova, Pisa e Veneza, que em troca obtiveram concessões: garantias de terras, autonomia judicial e alguns monopólios comerciais. Balduíno I, o primeiro rei de Jerusalém, conseguiu o controle do Caminho do Rei da Síria ao Egito, além do caminho haj de Damasco e do Cairo a Meca e Medina. Em seu auge, as fronteiras do reino de Jerusalém, tal como chamavam os cruzados o seu Estado na Terra Santa, chegavam até Beirute, ao norte; Asquelon, na costa sul, e Eilat, o país de Moab, na parte leste do Jordão.  Para manter estas fronteiras, construiu-se uma serie de fortalezas.

Este reinado durou pouco, uma vez que Saladino, sultão do Egito e da Síria, pôs um fim às vitorias dos cruzados e em julho de 1187, na batalha de Hattin, esmagou as forças dos cruzados unidos. Jerusalém caiu em outubro de 1187, e no fim do mesmo ano quase todas as cidades e fortalezas do interior do país já se haviam rendido a Saladino e havia sido negociada a retirada dos cruzados para o porto de Tiro. A queda de Jerusalém incitou outra Cruzada, e Ricardo Coração de Leão conseguiu romper o assédio de Acre em julho de 1191, recuperando o porto para os cruzados. No tratado de paz firmado em setembro de 1192, garantia-se aos cruzados o território costeiro entre Tiro e Jafa e também o direito de peregrinação a Jerusalém. Após a morte de Saladino em 1193, seu império desmoronou e, embora outras Cruzadas posteriores tivessem conseguido fazer valer seus direitos sobre alguns territórios, especialmente no litoral, Jerusalém continuou nas mãos dos muçulmanos até 1228. Então, Frederico II, imperador germânico, negociou com o sultão do Egito e recuperou para os cruzados muitas das cidades, incluídas Nazaré, Belém e Jerusalém.  Mas o monte do Templo continuava sob domínio muçulmano.

Quando Frederico II saiu da Terra Santa e voltou para Germânia, os cruzados começaram a brigar entre si. Nas duas décadas seguintes, o Egito recuperou grande parte de seu território anterior. Jerusalém foi perdida mais uma vez, em 1244. A campanha final, comandada pelo egípcio Baibars, começou em 1265. Em maio de 1291, Acre foi derrotado.

O último porto, Atlit, caiu em agosto de 1291, e, após dois séculos na Terra Santa os últimos europeus se viram obrigados a voltar para casa.

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