A infidelidade do povo de Israel, que abandona o seu Deus para se voltar para outras divindades, constitui um dos temas centrais do Antigo Testamento. Em alguns casos, esta infidelidade é comparada à atitude de uma jovem esposa que traísse o seu esposo pata entregar-se à prostituição (Jeremias 3, 1-10). No entanto, não obstante as chamadas de atenção dos seus chefes espirituais, a arraia-miúda mantinha-se ligada às tradições herdadas das religiões estrangeiras, designadamente o culto da fertilidade, a inovação dos mortos e o recurso à magia e a bruxaria. Para aqueles que os praticavam, aqueles ritos representavam uma derradeira tentativa em ordem a premunir-se contra as vicissitudes da vida quotidiana, as chuvas torrenciais ou a seca, a morte, a doença ou os acidentes inexplicáveis. Assim, a prostituição sagrada, símbolo da fecundidade, inscrevia-se num processo global que procurava restabelecer o equilíbrio das forças da natureza e, em primeiro lugar, assegurarem a fertilidade das colheitas e a multidão do gado. A inovação dos mortos apresentava-se como uma tentativa susceptível de dissipar a dor e o sentimento de frustração que um luto podia deixar na comunidade posta à prova. Quanto à magia e à bruxaria, tinham como objetivo exorcizar os demônios culpados de todos os males. Face a estas crenças populares, os profetas não se cansavam de repetir que a prosperidade material de Israel dependia essencialmente da sua vontade de conformar-se com os preceitos divinos e com os princípios de justiça social que recomendavam o respeito dos direitos do fraco e do oprimido.

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