Em 332 a.C., o exercito de Alexandre, o Grande, conquistou a Terra Santa. Após a sua morte em 323 a.C. o Império foi dividido entre seus herdeiros – os diodocos – , e a Palestina se juntou ao território governado pelos ptolemaicos, parte de uma província da síria e da fenícia. À Judéia, a terra dos judeus, concedeu-se um estado de autonomia e o sumo sacerdote do Templo de Jerusalém transformou-se também no líder politico. Mas o destino da Palestina dependia do equilíbrio das guerras entre ptolemaicos e selêucidas.

Em 198 a.C. Antíoco III conseguiu o controle da Judéia. Seu sucessor, Antíoco IV, mostrou-se menos tolerante com o tradicional controle judeu e duplicou os impostos, nomeou sacerdotes helenísticos para que oficiassem em lugar de judeus mais ortodoxos, e saqueou o tesouro do Templo. Construiu-se uma fortaleza chamada Acra, com vista para o monte do Templo, e cuja guarnição obedecia às ordens de Antíoco.

A gota d’água foi o decreto de Antíoco que proibia os judeus de praticar sua religião, e que provocou a rebelião dos macabeus. As contínuas rebeliões internas e as invasões estrangeiras ocorriam no contexto da crescente influencia do estilo de vida grego, ou helenístico, sobre o povo e a religião judaicos. O grego se transformou no idioma do comercio, e muitos, especialmente os ricos, adotaram a vestimenta e os costumes gregos.

A revolta dos macabeus estourou em Modin, entre Jafa e Jerusalém, e foi encabeçada por um sacerdote chamado Matatias e por seu filho Judas macabeu.

Os macabeus foram ajudados pelos assideus, ou “piedosos” (em hebraico), que se aliaram a Roma para combater os selêucidas. Em 164 a.C., o Templo há havia sido recuperado para o culto judeu, embora os selêucidas ainda mantivessem o controle de Acra, a cidadela que dava para o Templo, até 141 a.C. Em 140 a.C. se realizou em Jerusalém uma assembleia multitudinária.

Simeão, o mais novo dos irmãos macabeus, foi nomeado sumo sacerdote. Mas esta dinastia era intrinsecamente fraca e manipulada por forasteiros – selêucidas e depois romanos.

Também os asmoneus eram muito influenciados pela cultura helenística, diante da oposição da maioria dos fariseus, lideres do povo simples. Com o apogeu do Estado asmoneus, os judeus começaram a expandir seu território.

Simeão, que reinou entre 142 e 134 a.C., conquistou territórios que incluíam Gezer e Jafa, proporcionando assim à capital judaica de Jerusalém uma saída para o mar.

Durante o reinado de João Hircano (134-104 a.C.), os asmoneus conseguiram o controle da maior parte do Neguev pela conversão ao judaísmo dos habitantes da Iduméia. Conseguiram também estender seu território ao norte até Betsan. O último rei asmoneu, Alexandre Janeu, estendeu seu território ao norte até Banias, a leste até grande parte da Transjordânia, no deserto de Moab, na costa leste do mar Morto, e, na faixa costeira, até o sul de Asquelon. Embora Alexandre Janeu fosse um governante cruel e despótico, sua viúva, Salomé Alexandra, foi mais bem aceita pelos fariseus.

Após sua morte, em 67 a.C., subiu ao trono Hircano II. Aristóbulo, outro filho de Alexandre Janeu, impugnou seu reinado, e isto provocou uma situação de guerra civil que se prolongou até 63 a.C.

Nesse período, Pompeio pôs fim à dinastia dos selêucidas criando uma província romana na Síria. O império asmoneu foi conquistado pelo exercito de Pompeio em 63 a.C., e perdeu grande parte de seu território. Só se conservaram algumas zonas com uma maioria judia importante. A Judéia se transformou num Estado judeu autônomo, governado por um membro da dinastia Asmonéia. Hircano II, o filho de Alexandre Janeu, foi nomeado etnarca (chefe do povo), além de sumo sacerdote.

Os romanos mantiveram o domínio sobre a sua conquista nomeando regente o idumeu Antíparto, a seu filho Fasael como tetrarca (governador) de Jerusalém e seu filho Herodes, tetrarca da galileia.

Era uma família Iduméia que, embora se houvesse convertido ao judaísmo, mostrava mais lealdade a Roma que aos judeus.

Em 40 a.C., a Judéia foi invadida pelos partos, um povo persa, os quais derrubaram Hircano. No entanto, o domínio da província da Judéia continuou nas mãos da dinastia Asmonéia, e Matatias Antígono ocupou o trono. Esta situação durou só três anos.

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