A época bizantina foi um período de paz relativa, uma época marcada pela consolidação da população e das instituições cristãs na Terra Santa.

O responsável por essa mudança foi o imperador Constantino. Ele e sua mãe, Helena, se dedicaram especialmente à construção de Igrejas para celebrar os lugares santos da cristandade. Em 326 Helena peregrinou à Terra Santa: em Jerusalém encontrou os restos da Santa Cruz e em Belém localizou a gruta onde havia nascido Jesus.

A Igreja do Santo Sepulcro foi consagrada em 335. A Terra Santa se transformou em lugar de peregrinação para os cristãos, e estes ajudaram a construir muitas de suas Igrejas.

Apesar de durante o curto reinado de Juliano, o Apostata (361-363), ter havido um tentativa de restituir ao panteão dos deuses pagãos seu antigo esplendor, o cristianismo se transformou na religião majoritária dos habitantes da Terra Santa. Nessa época foram fundados mais de 100 mosteiros, muitos deles em áreas afastadas e desérticas.

O mais famoso é o de São Teodósio, que fundou o mosteiro com hospital, albergues e oficinas para centenas de monges no deserto, perto de Belém.

Ainda hoje há restos de muitas Igrejas bizantinas em Israel, e são dignos de destacar os pavimentos de mosaico.

Na época bizantina havia em Israel pelo menos 43 diferentes comunidades judias. Com o Império Romano, concedeu-se ao judaísmo o Status de religio licita, religião tolerada, mais esta situação pouco a pouco se foi degradando, e converter-se ao judaísmo se tornou delito. Não obstante, e apesar de muitas limitações, os restos de muitas e impressionantes sinagogas indicam que a pratica do judaísmo era possível em âmbito local.

Havia poucos exemplos de rebelião aberta por parte dos judeus, já que a única exceção tinha sido a sublevação contra o romano Galo em 351, a qual fora sufocada rapidamente.

Em 358, a Terra de Israel foi dividida em três distritos administrativos, e este sistema prevaleceu até 429. Palestina Prima incluía Judéia, Samaria, a planície costeira, Iduméia e Peréia, com a capital em Cesaréia. Palaestina secunda tinha sua capital em Citópolis (Betsan) e governava o território da Galiléia, o Golã e Decápolis. Decápolis e incluía Betsan e outras nove cidades da Transjordânia.

Palaestina Tertia era constituída em grande parte pelo Neguev, e sua capital era Petra.

Outra importante comunidade minoritária, a dos samaritanos, tentou declarar sua independência e, com a promessa de ajuda dos Persas, iniciou duas sublevações, uma em 485 e a outra 529.

Conseguiram um efêmero estado em San Maria, que foi arrasado. O reinado de Justiniano (527-565) se caracterizou pelo investimento nas cidades da Terra Santa, tanto na construção de muralhas e aquedutos quanto em novas igrejas.

Foi elaborada uma nova legislação que despojava os judeus de muitos de seus direitos.

O final da época bizantina na Palestina foi marcado pela invasão dos persas, em 614. Eles contaram com a ajuda da população judia da Palestina, que via neles uma espécie de libertação messiânica para seu estado oprimido sobe o domínio bizantino.

Os Persas atacaram primeiramente Damasco, em 613, e no ano seguinte tomaram Galiléia, Cesaréia, e, a seguir, Jerusalém.

Muitas das Igrejas das cidades santas foram destruídas, e a Santa Cruz foi enviada para a Pérsia como butim de guerra. Aos Judeus cedeu-se controle da cidade de Jerusalém, mais ao fim de três anos os persas mudaram sua politica e passaram a favorecer a população cristã. No ano de 627. Sob ameaça do Imperador bizantino heráclio os Persas foram obrigados a partir e, além de sofrerem todos os tipos de perseguições, os judeus tiveram de deixar a cidade em março de 629 Heráclio entrou na cidade e devolveu a Santa Cruz ao seu lugar na Igreja no Santo Sepulcro reconstruída.

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