A Terra Santa tinha sido um país perigoso para o viajante estrangeiro; todavia, durante o reinado de Muhammad Ali do Egito (1832-1840) Jerusalém se tornou mais acolhedora para os estrangeiros e diversos países ocidentais abriram ali consulados. Muitos missionários – cristãos protestantes, católicos e ortodoxos – iniciaram seu trabalho na cidade, e Jerusalém se transformou num centro de peregrinação para centenas de crentes.

Numerosos relatos de viagens chamam a atenção dos viajantes, tanto europeus quanto americanos, para a Terra Santa.

As escavações do Palestine Exploration Fund marcam o inicio da arqueologia moderna na Terra Santa, e seus achados despertam muito interesse. Fazem-se também os primeiros mapas com as técnicas mais modernas da época.

As raízes do moderno Estado de Israel se acham tanto nos movimentos nacionalistas da Europa quanto na comunidade de judeus de Jerusalém. O primeiro Congresso Sionista se realizou na Basiléia em 1897, sob a presidência de Theodor Herzl, e ali começou a seguir não só um consenso, mas também varias correntes representativas das diversas faces do povo judeu. Em 1901 foi fundado o Jewish National Fund, com o objetivo de adquirir terras na Palestina.

Os membros da primeira Aliya (emigração) eram pessoas inexperientes em trabalhar a terra, mas a segunda Aliya, cujos emigrantes chegaram na primeira década do século XX, tinha uma ideologia com relação ao trabalho: trabalhando a terra com as suas próprias mãos, poderiam construir uma sociedade nova.

Esta nova sociedade era baseada nos ideais socialistas, e algumas das novas instituições, como as sociedades comunitárias dos Kibbutzim, não tinham precedentes em Israel. Liderados por homens como Davi Ben-Gurion, que depois seria primeiro-ministro do novo Estado na criação de uma nova cultura hebraica. Eleazar Bem Yehudá fomentou o hebraico como língua deste novo Estado, como a única forma para que os emigrantes dos diversos países pudessem integrar-se numa sociedade unida. A declaração Balfour de 2 de novembro de 1917 expressava o apoio do governo britânico ao estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu. Quando Allenby, general britânico, entrou em Jerusalém um mês depois no comando das forças britânicas, viu que as bases desta nova sociedade já estavam em marcha. Havia sido fundada a nova cidade de Tel Aviv nas areias ao norte de Jafa, estava sendo construído o porto de Haifa e já haviam sido iniciados assentamentos agrícolas.  Durante o período do comando britânico, foram fundadas as instituições de um Estado judeu moderno: a Histadrut Labour Union, o sistema bancário, um sistema de educação laica, a universidade Hebraica de Jerusalém, e sindicatos de cooperativas agrícolas. Em 15 de maio de 1948, assim que terminou o controle britânico, o governo judeu proclamou a fundação do Estado de Israel, um fato que provocou uma reação violenta por parte do mundo árabe.

A guerra de independência foi só o principio de uma serie de conflitos, e só agora, com o processo de paz, começam a cicatrizas as feridas.

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