Durante toda a época bíblica, a história do povo de Israel nunca deixou de ser influenciada pela presença de poderosos vizinhos, tanto a sul como a nordeste. Na sua fronteira meridional, ora aliado, ora hostil, o império Egípcio constituía um fator permanente de preocupações. Em nenhum lado o caráter imprevisível das relações com o Egito é mais bem ilustrado do que nos episódios contratados da instalação de José e do êxodo: em primeiro lugar, José, depois de ter sido vendido pelos irmãos, acaba por tomar-se uma das personagens mais importantes do país, onde a sua família é acolhida de braços abertos (Gênesis 37 e 39-40); em seguida, os descendentes desta família, os israelitas, são reduzidos à escravatura e arrastam-se atrás de um libertador (Êxodo 1-14). De novo, sob o reinado de Salomão, o Egito, que é oficialmente seu aliado, nem por isso deixa de oferecer asilo aos que conspiram contra ele (1 Reis 9, 16; 11, 17-22 e 40). As mudanças de dinastias não trouxeram nenhuma modificação notável a esta situação. Quer os seus soberanos sejam de origem local ou núbia, que pertençam à família dos Ptolomeus, o Egito sempre procurou dominar Israel quando a oportunidade se lhe apresentava, tal como se apresentou a apoiá-lo, se necessário, para fazer dele um talude de proteção contra os poderosos impérios do norte que ameaçavam a sua própria segurança.

A nordeste, foi a assíria que, até 605 a.C., procurou dominar todos os povos da região. Este império, cujo apogeu foi alcançado nos séculos IX e VIII, dispunha de um exercito temível, famoso pela sua crueldade para com os inimigos vencidos. No Século VIII, os assírios adotaram uma política que consistia em deportar os povos submetidos e substituí-los por colonos que lhes eram devotados. Foi nestas condições que, em 721 a.C., puseram à independência do reino de Israel. Este só viria a recuperar a sua liberdade quando à dominação dos assírios sucedeu a dos babilônios. Na realidade, embora fossem ao que parece menos sanguinário que os predecessores, os babilônios revelaram-se igualmente impiedosos para com as nações vassalas que tentavam libertar-se do seu jugo. Assim, entre 57 e 587, deportaram a maior parte da população de Judá. Contudo, depois de ter vencido a Babilônia, Ciro, rei dos persas, publicou um decreto que autorizava os exilados a regressarem à sua terra (Esdras 1, 1-4) e durante os séculos seguintes os seus descendentes apoiaram a obra de restauração judaica empreendida por Esdras e Neemias (Esdras 7; Neemias 2, 1-8). Em 333 a.C., as conquistas de Alexandre submeteram de novo o povo de Judá a um regime estrangeiro, que, após certo período de tolerância, acabou também ele, por mostrar-se dominador e repressivo. Na época do Novo Testamento, era Roma quem impunha o seu poder ao mundo mediterrânico. Os romanos não vinham nem do Sul, nem do Nordeste de Israel, mas, tendo vencido o Egito e a maior parte das nações vizinhas, puseram fim, durante certo tempo, às ameaças de invasão provenientes dessas regiões.

Um atlas da bíblia tem, necessariamente, de incluir uma cartografia do Egito, da Mesopotâmia e do mundo Greco-romano. É de fato, indispensável conhecer a situação e a natureza geográfica de todos esses impérios que exerceram tal influencia sobre a vida dos habitantes da terra da Bíblia. A presente obra propõe certo número de mapas. Não deixa de ser verdade, no entanto, que o simples exame desses mapas apenas dá uma idéia muito incompleta daquilo que esses impérios podiam representar, durante a Antiguidade, no espírito dos autores e dos leitores da Bíblia. Até o advento do império Romano, as viagens eram lentas e perigosas nesta região do Mundo. Antes da dispersão, consecutiva das várias vagas de deportação, rara era os israelitas que conheciam o Egito ou a Mesopotâmia tais como eles eram na realidade. É precisamente essa idéia, essa representação, que os autores bíblicos e os seus leitores da época tinham desses impérios, que vamos agora esforçar-nos por determinar através dos textos da Bíblia que lhes são consagrados.

O Egito.

O império dos faraós era uma terra mais fértil do que Israel. Mais do que uma vez, nas épocas de fome, os habitantes de Canaã foram levados a dirigir-se para lá, quer para aí se estabelecerem, quer para obterem viveres. Foi o que aconteceu co Abraão (Gênesis 12, 10). Foi também esse o motivo que levou os filhos de Jacó a irem procurar trigo ao Egito, do qual o seu irmão José se tornara um dos principais administradores. Os israelitas sabiam que a prosperidade do país dependia do Nilo. Esta situação tinha sido posta em evidencia pelo próprio José, quando interpretou o sonho do soberano, que tinha visto as vacas gordas e as vacas magras surgir do rio. Quanto a Jeremias (46, 7-8), comparava as cheias anuais do Nilo ao comportamento marcial dos egípcios, que, também ele, se manifestava periodicamente:

Quem é este que sobe como o Nilo,

Como um rio de águas encapeladas?

É o Egito que sobe como o Nilo,

Como um rio de águas encapeladas.

E diz: “Inundarei a terra,

Destruirei as cidades e os seus habitantes.”

Por seu lado, numa passagem onde preconiza uma aliança entre Judá e a Alta Núbia (Cus), contra um inimigo comum, vindo do setentrião, Isaías (18, 1-2) invoca a importância da navegação para o país:

Ai da terra do zumbido das asas,

Além dos rios da Etiópia,

A qual envia mensageiros por mar,

Em barcos de junco sobre as águas!

Correi, mensageiros velozes,

A um povo esbelto temido,

A uma nação poderosa e longínqua,

Cuja terra sulcam os canais.

O texto bíblico alude à divisão do país em Alto e Baixo Egito e menciona certo número de cidades importantes. Ezequiel 30, 13-19 cita, pelo menos, oito, entre as quais figuram Tebas, Mênfis, Pelúsio e Heliópolis.

A inconstância do Egito como aliado é várias vezes sublinhadas. O juízo mais duro a este respeito é atribuído ao comandante-chefe dos exércitos assírios que sitiavam Jerusalém em 70 a.C., quando manda dizer a Ezequias: “Pões a tua esperança no Egito, esse caniço rachado que fere e trespassa a mão de quem nele se apóia? (2 Reis 18, 21). Esta condenação é confirmada por Isaías 30, 7: “O socorro do Egito é ineficaz e nulo; por isso eu o chamo: Monstro que nada pode’.” Mesmo sendo o Egito um aliado extremamente incerto, o texto bíblico nem por isso deixa de reconhecer a sua grande cultura e o seu sentido da administração. Elogia a sabedoria de Salomão afirmando que ela ultrapassava a dos egípcios. Quanto a Davi, é provável que se tenha inspirado nos seus métodos pra organizar a gestão do seu império. Estudos recentes permitiram estabelecer uma estreita semelhança entre os livros sapienciais do Antigo Testamento e certos escritos egípcios de idêntica inspiração. É assim que a “Sabedoria” de Amenemopé lembra, estranhamente os capítulos 22 e 23 dos Provérbios. Assim, para o redatores como para os leitores da Bíblia, o Egito constituía um símbolo ambivalente. Com as suas cidades suntuosas a riqueza, a fertilidade e o poder, a sabedoria e o saber. Era o país donde Israel surgiria na seqüência do êxodo, uma nação cuja ajuda podia solicitar – ainda que os seus apelos permanecessem, por vezes, sem resposta – e um lugar onde o seu povo podia sempre refugiar-se em caso de perigo. Era também um mundo de exotismo, sobretudo depois de os israelitas terem descoberto os núbios, cuja alta estatura e pele negra os enchia de espanto. Mas para os profetas, o Egito era também um objeto de maldição, notadamente para Ezequiel quando proclamava: “Tornarei secos os Nilos e entregarei o país a salteadores” (Ezequiel 30, 12).

A assíria.

O antigo testamento menciona a Assíria muito mais raramente do que o Egito e não parece que os seus autores tenham tido uma idéia muito precisa da realidade deste país. Esta ignorância é tanto mais surpreendente quanto aos antepassados dos hebreus eram originários da Mesopotâmia (Gênesis 11, 27-30). Eles sabiam, sem duvida, que a região era atravessada pelo Tigre e pelo Eufrates, mas os seus textos citam apenas muito poucos nomes de localidades. Quanto aos livros proféticos, contem nitidamente menos oráculos conta a Assíria do que contra o Egito ou a Babilônia. Dois profetas menos aludem, de fato, a Nínive, uma das mais importantes cidades assírias, sem que nada prove, no entanto, que lá se tenham dirigido. Mesmo no Livro de Jonas, um de cujos temas centrais são o apelo ao arrependimento de Nínive, quando o profeta anuncia a destruição iminente da cidade, não dá nenhum pormenor. Contenta-se com dizer que “era uma grande cidade diante de Deus, que distava três dias de caminho” (Jonas 3, 3). Acrescenta, entretanto, que abriga a uma população de 120.000 habitantes (Jonas 4, 11).

O livro de Naum, que trata igualmente de Nínive, acaba por não ser mais revelador a este respeito: Os carros andam furiosamente pelas ruas, saltando através das praças… Ele lembra-se dos seus guerreiros valentes; mas estes tropeçam na sua marcha. Precipitam-se sobre os muros e preparam as defesas. (Naum 2, 5-6). Mas tais alusões não carecem de um conhecimento pessoal dos locais. Em contrapartida, Naum mostra-se mais explicito quando evoca os métodos de guerra dos assírios. O terror que eles inspiram só pode comparar-se com o que se evidencia pela leitura de Isaías 5, 27-29:

Ninguém de entre eles se sente cansado

Ou vacilante,

Ninguém repousa nem dormita;

Ninguém desata o cinto dos seus rins,

Nem desperta a correia dos sapatos.

As suas flechas são agudas

E todos os seus arcos estão retesados.

Os cascos dos seus cavalos são como pederneira,

E as rodas dos seus carros assemelham-se

Ao furacão.

O seu rugido é de leão,

Rosna como um leãozinho.

Ele brame, agarra a sua presa,

E leva-a, sem haver quem lha arrebate.

A Babilônia.

Em 597 e em 587, uma parte da população de Judá tinha sido deportada para babilônia. Como posteriormente certo numero de judeus regressou à pátria de seus pais, pareceria lógico encontrar, nos textos bíblicos, alusões aos pais de exílio. Contudo, estes textos comportam muito menos referencias à babilônia do que ao Egito. Os raros pormenores relativos às cidades e aos costumes locais limitam-se a generalidades que poderiam muito bem corresponder a qualquer outro estado da região. A passagem mais significativa sobre o exílio encontra-se no inicio do Salmo 137:

Junto dos rios da Babilônia

Estávamos sentados e chorando,

Lembrando-nos de Sião.

Ali, sobre os salgueiros,

Suspendemos as nossas harpas.

Esses rios eram, de fato, os canais que atravessavam a cidade da Babilônia e os campos vizinhos canais que desempenhavam um papel predominante, tanto no domínio das comunicações como no da irrigação. Foi à borda de um desses canais, o Cabar, que Ezequiel teve a sua primeira visão sobre a gloria de Deus e a sua onipresença junto do seu povo no exílio (Ezequiel 1, 1).

Nos textos bíblicos, os pormenores relativos à Babilônia referem-se mais à própria cidade do que ao país. Mas também aí as alusões nem sempre são claras e carecem de explicações complementares. É, notadamente, o caso daquela procissão de deuses cujas imagens eram passeadas na cidade, montadas em carros. Sabemos hoje que ela constituía um dos grandes acontecimentos anuais da vida religiosa na Babilônia. Ora, é precisamente a essa manifestação que Isaías 46, 1-2 se refere, quando o profeta ironiza sobre aqueles ídolos que precisam ser puxados por animais, ao passo que o Deus de Israel é capaz de sustentar o seu povo eleito:

Bel cai, Nebo é abatido.

As suas estatuas são postas sobre animais

E bestas de carga,

Carregadas e levadas como se fossem

Feixes esmagadores.

O mesmo sucede no que se refere às portas e aos muros da cidade, mencionados em Isaías 45, 2:

Irei diante de ti,

Aplanarei os caminhos pedregosos,

Arrombarei os ferrolhos de bronze,

Quebrarei as trancas de ferro.

Quanto aos cinco primeiros capítulos de Daniel, cuja ação se desenrola na Babilônia, também apenas apresentam muito poucos pormenores sobre a cidade.

Numa certa medida, esta falta de informações pode explicar-se. Na altura em que chegaram aos lugares de exílio, não há duvida de que os deportados ficaram deslumbrados com o que viram. No inicio do século VI, a Babilônia era uma das maravilhas do mundo antigo. Podemos fazer uma idéia de o seu esplender quando, nos nossos dias, nos encontramos em presença das suntuosas reconstituições da via processional e da Porta de Ishtar expostas no Vorde-rasiatisches Museum de Berlim. Mas, fosse qual fossem o entusiasmo dos judeus, os profetas, esses permaneceram insensíveis a tais magnificências. Para eles a Babilônia era, a cidade de tudo, o país da idolatria, dos astrólogos e das vãs riquezas. A mudança de atitude de Jerusalém é significativa a este respeito. Babilônia, que tinha sido designada por Deus para castigar o povo eleito, tornou-se pouco a pouco num objeto de opróbrio votado à destruição. Nada ilustra melhor esta atitude e o sentimento que o profeta queria comunicar aos seus leitores do que as condenações (Jeremias 50, 36-38) contidas neste oráculo:

Espada contra os seus adivinhos mentirosos,

Para que enlouqueçam!

Espada contra os seus guerreiros,

Para que dele se apodere o terror!

Espada contra os seus cavalos, contra os seus carros

E contra toda a massa do povo que nela se encontra,

A fim de que se tornem como mulheres!

Espada contra os seus tesouros,

Que serão saqueadas!

Espadas contra as suas águas,

Que secarão!

Porque é um país de ídolos

Que se gloria dos seus espantalhos!

A Pérsia.

Os judeus permaneceram sob a dependência dos persas de 540 a 333 a.C. Os livros que se referem mais a este período são os de Esdras, Neemias e Ester. Embora este último relate acontecimentos que se desenrolaram em Susa, dá apenas muito poucos pormenores sobre a cidade. Contenta-se com assinalar que esta incluía uma grande praça e que, no jardim do palácio real, havia “cortinas brancas, de púrpura e azul, pendente das colunas de mármores por cordões brancos, e de púrpura e anéis de prata, canapé de ouro e prata sobre um pavimento de pórfiro, de mármore branco, de nácar e pedra preta” (Ester 1, 6).

Os únicos elementos significativos relativos a este país referem-se essencialmente ao seu sistema de governo. O texto bíblico apresenta a Pérsia como um vasto território regido por jurisconsultos. Ester 9 precisa que este império, que se estendia da índia à Etiópia, compreendia 127 províncias geridas por Sá trapas, príncipes e governadores. As comunicações, particularmente bem organizadas, eram asseguradas por correios rápidos, montados em cavalos de raça, provenientes das coudelarias reais. As cartas oficiais, a que Esdras alude, implicam da parte das autoridades centrais uma preocupação constante pelos mínimos pormenores políticos e administrativos até nas paragens mais recônditas do império.

A Grécia e Roma.

À exceção do livro de Daniel, o Antigo Testamento parece desinteressar-se da conquista do médio Oriente pelos gregos, na seqüência da batalha de Isso (333 a.C.). É verdade que Daniel alude, em termos velados, ao impulso vitorioso de Alexandre Magno, à partilha do seu império pelos seus generais e aos conflitos que viriam a pôr frente a frente os seus descendentes. Por outro lado, Daniel 7 evoca simbolicamente as perseguições de que os judeus seriam objeto sob Antíoco IV. Mas não encontramos em lado nenhum a mínima descrição do mundo grego na Bíblia hebraica.

Não sucede o mesmo no Novo Testamento, notadamente nos Atos dos Apóstolos e no Apocalipse, onde várias cidades gregas são mencionadas. É o caso de Antioquia, centro principal da Evangelização dos gentios, de Éfeso, cujo templo era dedicado a Artemisa, de Atenas, em cujo Areópago Paulo se dirigiu aos filósofos, de corinto, donde o apostolo se deteve durante dezoito meses.

É nos três primeiros capítulos do Apocalipse que encontramos as alusões mais significativas. Todavia, para captar todo o seu alcance, convem conhecer a situação e algumas das particularidades de várias das sete cidades a que o texto se refere. Assim, a garantia dada à Igreja de Filadélfia de fazer do “vencedor… uma coluna no templo do meu Deus” poderia estar em relação direta com os sismos que devastavam periodicamente a região, o que deixara entender que esse pilar, puramente simbólico, representava, de fato, uma promessa de segurança. O mesmo se passa no que se refere à Laodicéia, à qual se censura o não ser nem fria nem quente, mas muito simplesmente morna. Esta acusação inspira-se na sua formulação, na presença na cidade de fontes de água quente e de água fria.

A cidade de Roma só aparece no último capitulo dos Atos dos Apóstolos, onde se alude ao Foro de Ápio e ás, três Tabernas (Atos 28, 15). Na realidade, Roma é onipresente no Novo Testamento. Os judeus da Judéia estavam em contato permanente com os soldados de ocupação. Tinham de pagar impostos a César, cuja efígie figurava nas moedas. As comunicações através do Império nunca tinham sido tão rápidas, nem as estradas tão seguras. À semelhança de Saulo de Tarso, um judeu era susceptível de beneficiar da cidadania romana. Contudo, o Novo Testamento manifesta no que se refere a Roma, uma ambivalência de sentimentos análoga à que, no Antigo Testamento, se exprimia a respeito dos impérios anteriores. Assim, quando Paulo pedia aos fiéis que se submetessem ás autoridades imperiais, que, na sua opinião, tinham sido instituídas por Deus (Romanos 13, 1), não há duvida de que ele pensava no respeito da ordem e da justiça que aquelas autoridades encarnavam. Em contrapartida, no Apocalipse, este mesmo Império Romano, que decidira perseguir os cristãos, é apresentado como uma entidade diabólica que o autor assemelha a Babilônia.

Com efeito, do primeiro ao ultimo livro da Bíblia, as nações são, sobretudo consideradas como símbolos. Neste contexto, a terra da Bíblia simbolizava a aliança de Deus com o seu povo e a rejeição dessa aliança por esse mesmo povo. Não é por pura coincidência que a bíblia descreve o fim do Exílio em termos que lembram a própria deambulação no deserto, na época do Êxodo. Quanto às nações vizinhas de Israel, constituem também elas, poderosos símbolos. O fato de elas se ter recusado a reconhecer o Deus de Israel, ao mesmo tempo em que ameaçavam constantemente a própria existência do seu povo, confere lhes um papel primordial na manifestação da soberania divina. Deus servia-se dessas nações para castigar o seu povo, mas nem por isso deixava de deter nas mãos o seu destino, e, no momento oportuno, castigava-os por sua vez. Assim, seja qual for a sua importância, o simples conhecimento do contexto geográfico que rodeava o povo de Israel PE insuficiente para compreender o significado profundo do mundo em que este povo viveu. Na Bíblia, a geografia é inseparável da teologia.

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