A campanha dos árabes para conquistar a Palestina foi longa e fragmentada, e não se iniciou se não após a morte de Maomé em 632. O ataque começou do sul e do leste, e em 633-634 o exercito bizantino havia perdido o controle de grande parte da zona rural e se retirara para as cidades e povoados fortificados.

Betsan foi à primeira cidade abandonada pelas forças bizantinas, e em 637 ou 638 Jerusalém se rendeu após um cerco de dois anos. Cesaréia caiu em 640, e Asquelon em 641. Os árabes se instalaram como agricultores na zona rural, e foram fundadas colônias nas cidades do litoral para defendê-los de qualquer tentativa de reconquista por parte das forças bizantinas.

Embora o árabe se tivesse transformado no idioma majoritário, a população das cidades continuava a ser em sua maior parte cristã. A única cidade de predomínio árabe era Ramala, fundada pelo califa Solimão em 715. A dinastia fatímida de xiitas muçulmanos egípcios conquistou a Palestina em 969. Esta situação mudou pouco depois, e quase todo o país caiu nas mãos dos qarmatas em 971. Três anos depois os qarmatas foram expulsos pelos fatímida, mas conseguiram voltar após alguns meses, e, como resultado dessa instabilidade as forças bizantinas tiveram a oportunidade de invadir o país.

Durante o que foi chamado “Cruzada Bizantina”, elas conquistam Betsan em 975. As forças bizantinas foram derrotadas, os qarmatas atacaram de novo e em 977 tiveram de render-se aos fatímidas. Estes nunca haviam tido todo o controle das áreas rurais, já que grande parte estava nas mãos dos beduínos.

A base econômica do país era a agricultura, ainda que muito debilitada pelos anos de desordens e pelo declínio do comercio em toda a região leste do Mediterrâneo. Em geral, as minorias cristã, samaritana e judia eram toleradas, embora houvesse a exceção das restrições impostas por al-Hakim, um califa fatímida fanático dos anos 1009-1013, que mandou cumprir as normas quanto à vestimenta distintiva exigida dos não-muçulmanos e ordenou a destruição de igrejas e sinagogas. A igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém foi arrasada.

Em meadas do século XI, os seljúcidas turcos aproveitaram a débil posição da dinastia fatímida e em 1071 se apoderaram de Jerusalém e de outras regiões do país, embora os fatímidas tenham conservado o poder nas cidades costeiras e em 1098 tenham reconquistado Jerusalém. A vitória durou pouco, já que os cruzados tomaram a cidade no ano seguinte.

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