8 ago 2011
O deserto da Judéia II

O deserto da Judéia está compreendido entre a franja ocidental da montanha da Judéia e a depressão constituída pelo mar Morto e pelo vale do Jordão. O presente capitulo refere-se apenas à parte desta região que se estende a sul de Belém. A este respeito, convém precisar que o “deserto” da Judéia, no seu conjunto oferece apenas uma semelhança muito longínqua com um deserto como o Sara e os seus vastos espaços de areia se estendem a perder de vista. Se for verdade que esta região inclui zonas semidesérticas, notadamente nas proximidades do mar Morto, nem por isso deixa de  [ Read More ]

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5 ago 2011
Composição e transmisão da Bíblia

A Bíblia, diz-se, é o menos lido de todos os Best-sellers. É o livro cujas traduções estão mais espalhadas pelo mundo, no maior número de línguas. A sua tiragem, sob o impulso das sociedades bíblicas, atingem uma média anual de 11 milhões de exemplares da versão integral, 12 milhões de novos testamentos, 400 milhões de brochuras contendo extratos do texto original. É verdade que estes números só podem ser obtidos graças aos modernos processos de impressão e de distribuição. No entanto, mesmo antes de a imprensa ter feito o seu aparecimento no ocidente no século XV, a difusão da Bíblia  [ Read More ]

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3 ago 2011
colinas de Jerusalem

Geografia física Já tivemos ocasião de precisar que a região de Jerusalém forma uma espécie de baixa (depressão) entre a montanha de Hebron, a sul, e a de Betel, a norte: os seus cumes dominam-na de fato, a mais de 200 metros. Na sua parte setentrional, esta depressão ganha à forma de um planalto onde os israelitas instalaram um aeroporto. A maioria dos rios da região corre para oeste, em direção à planície costeira, na qual deságuam depois de terem escavado amplos vales através da Sefela. O mais notável desses vales é o de Aialon. Este sistema hidrográfico teve como  [ Read More ]

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1 ago 2011
geografia de israel nos tempos biblicos

O melhor meio para se representar o país da Bíblia é imaginar seis faixas justapostas orientadas de norte a sul. A primeira dessas faixas é constituída pela planície costeira. Esta começa 20 quilômetros a norte de Aco, onde a sua largura não ultrapassa 5 quilômetros, para atingir gradualmente 13 quilômetros por alturas da baía de Haifa. Aí é cortada pelo monte Carmelo, a sul do qual é retomada, com uma largura de 4 quilômetros, num comprimento de 30 quilômetros. A sul do Naal Tanimim, a planície costeira alarga-se de novo para atingir 20 quilômetros na intersecção do vale do Aialon,  [ Read More ]

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28 jul 2011
monte do carmelo

Geografia física Aos olhos do turista moderno, a zona compreendida entre o Carmelo e Rosh Hanicra apresenta-se como uma zona marcada pela implantação de fábricas, com uma estação balneária e culturas intensivas de frutos. Imediatamente a norte do Carmelo encontra-se o complexo industrial de Haifa, com a sua refinaria de petróleo. A estrada principal que liga Haifa a Aco está assinalada, na sua primeira metade, por pequenas empresas que se estendem até o mar. Em seguida, está rodeada de uma série de tanques dedicados à piscicultura intensiva. A meio caminho atravessa-se Naaria. Esta localidade, que em 1934 era apenas uma  [ Read More ]

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27 jul 2011
O Negueb e o Sinai

O Simbolismo do deserto A exceção do episódio da saída do Egito, o período da vagueação no deserto é, incontestavelmente, aquele que de toda a história de Israel, mais marcou a imaginação dos autores da Bíblia. Não apenas este período é descrito no Êxodo, nos Números e no inicio do Deuteronômio, mas é objeto de múltiplas alusões em todo o Antigo Testamento. Para o salmista (Salmos 95, 8-9), a caminhada no deserto constituía uma advertência: Não torneis duros vossos corações como em Meriba, Como no dia de massa, no deserto, Quando os vossos pais Me provocaram, Me provocaram e puderam  [ Read More ]

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25 jul 2011
Betel, Samaria, Carmelo e Jezrael

Geografia física. Estas diferentes regiões estão longe de constituir uma unidade geográfica. A montanha de Betel é o prolongamento da de Hebron. O vale de Jezrael liga-se a Galiléia. Quanto ao Carmelo, não é mais do que o esporão ocidental dos montes de Guilboa. Contudo, como estas regiões viriam a tornar-se a base territorial do reino do Norte, após o cisma que se seguiu à morte de Salomão, pareceu-nos mais lógico agrupá-las sob o mesmo titulo. Tal como já observamos a propósito da Galiléia. Israel nem sempre controlou o território situado a norte do vale de Jezrael. Em contrapartida, até  [ Read More ]

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22 jul 2011

Os patriarcas: Abraão, Isaac e Jacó A história dos hebreus começa no Gênesis 12, 1-3, na altura em que Abraão recebe a ordem de deixar a sua terra natal para ir a terra que Deus lhe mostrar. O Gênesis 11, 31-32, precisa que a família de Abraão tinha deixado Ur, no Sul da Mesopotâmia (ou no Norte, segundo certos exegetas), a fim de instalar-se em Harran. Gênesis 12 descreve a longa viagem de Abraão e dos seus, de Harran ao Egito, com uma paragem em Siquém e em Betel, e depois o regresso a Betel (Gênesis 13, 3). A Cronologia  [ Read More ]

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20 jul 2011
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Geografia física Os gráficos dividem a montanha da Judéia em três zonas distintas: as colunas de Hebron, que se estendem por 40 quilômetros, do Naal Bersabéia ao sul de Belém: a depressão de Jerusalém, que prolonga o relevo até uma dúzia de quilômetros a sul de Ramalá, e a montanha de Betel, que se desdobra até o uádi Sereda. O capitulo presente é essencialmente consagrado à descrição e à historia das colinas de Hebron e de Belém. Jerusalém e as colinas do norte constituirão o objeto de um estudo particular. As colinas de Hebron são rodeadas, a oeste, pelo vale  [ Read More ]

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19 jul 2011
ASCENO~1

Os artistas mais humildes, tal como os mais prestigiados, encontraram sempre na Bíblia uma fonte de inspiração fundamental. As razões de tal fato são evidentes. Independentemente do poder decisivo que a Igreja deteve durante século e domínio que ela pôde exercer sobre o pensamento humano, emana da própria narrativa bíblica um interesse e um poder de fascinação a que os artistas não puderam manter-se insensíveis. É esse o caso, notadamente daquelas cenas que permitem opor personagens tão diferentes umas das outras como Golias, o gigante armado dos pés à cabeça, e Davi, o jovem pastor, ou então filho pródigo, ingrato  [ Read More ]

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