5 ago 2011
Composição e transmisão da Bíblia

A Bíblia, diz-se, é o menos lido de todos os Best-sellers. É o livro cujas traduções estão mais espalhadas pelo mundo, no maior número de línguas. A sua tiragem, sob o impulso das sociedades bíblicas, atingem uma média anual de 11 milhões de exemplares da versão integral, 12 milhões de novos testamentos, 400 milhões de brochuras contendo extratos do texto original. É verdade que estes números só podem ser obtidos graças aos modernos processos de impressão e de distribuição. No entanto, mesmo antes de a imprensa ter feito o seu aparecimento no ocidente no século XV, a difusão da Bíblia  [ Read More ]

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3 ago 2011
colinas de Jerusalem

Geografia física Já tivemos ocasião de precisar que a região de Jerusalém forma uma espécie de baixa (depressão) entre a montanha de Hebron, a sul, e a de Betel, a norte: os seus cumes dominam-na de fato, a mais de 200 metros. Na sua parte setentrional, esta depressão ganha à forma de um planalto onde os israelitas instalaram um aeroporto. A maioria dos rios da região corre para oeste, em direção à planície costeira, na qual deságuam depois de terem escavado amplos vales através da Sefela. O mais notável desses vales é o de Aialon. Este sistema hidrográfico teve como  [ Read More ]

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2 ago 2011
Lida

Geografia física Em hebraico, a palavra Shephéla significa “terras baixas”. Encontra-se com freqüência no Antigo Testamento. Em Josué 15, 20-63, este termo designa uma região que não é nem o “extremo sul” (negeb em hebraico, versículo 21), nem a “montanha” (harem hebraico, versículo 48). O texto apresenta uma lista de cidades da “Terra Baixa”, às quais juntas cidades habitualmente localizadas na “planície costeira” (versículos 45-47). É difícil definir com precisão os confrontos da Sefela. A Norte é limitada pelo vale de Aialon, uma fenda geológica que vai dar à planície de Lod. Na orla oriental, é rodeada por uma serie  [ Read More ]

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29 jul 2011
Rio Jordão e Mar-morto

Geografia física O Jordão retoma o seu curso ligeiramente a oeste da extremidade sul do mar da Galiléia, onde, ao longo dos séculos, a sua zona de saída se deslocou um tanto para norte. Numa distancia de 105 quilômetros em linha reta, o seu leito acompanha o fundo da linha de fratura siro-africana, antes de se perder no Mar Morto. De fato, a extensão real desta seção do rio é de 322 quilômetros, se tiverem em conta os múltiplos meandros que ele desenha no seu vale, cuja largura é de 5 quilômetros a 22 quilômetros. Tendo em conta as variações  [ Read More ]

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28 jul 2011
monte do carmelo

Geografia física Aos olhos do turista moderno, a zona compreendida entre o Carmelo e Rosh Hanicra apresenta-se como uma zona marcada pela implantação de fábricas, com uma estação balneária e culturas intensivas de frutos. Imediatamente a norte do Carmelo encontra-se o complexo industrial de Haifa, com a sua refinaria de petróleo. A estrada principal que liga Haifa a Aco está assinalada, na sua primeira metade, por pequenas empresas que se estendem até o mar. Em seguida, está rodeada de uma série de tanques dedicados à piscicultura intensiva. A meio caminho atravessa-se Naaria. Esta localidade, que em 1934 era apenas uma  [ Read More ]

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27 jul 2011
O Negueb e o Sinai

O Simbolismo do deserto A exceção do episódio da saída do Egito, o período da vagueação no deserto é, incontestavelmente, aquele que de toda a história de Israel, mais marcou a imaginação dos autores da Bíblia. Não apenas este período é descrito no Êxodo, nos Números e no inicio do Deuteronômio, mas é objeto de múltiplas alusões em todo o Antigo Testamento. Para o salmista (Salmos 95, 8-9), a caminhada no deserto constituía uma advertência: Não torneis duros vossos corações como em Meriba, Como no dia de massa, no deserto, Quando os vossos pais Me provocaram, Me provocaram e puderam  [ Read More ]

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25 jul 2011
Betel, Samaria, Carmelo e Jezrael

Geografia física. Estas diferentes regiões estão longe de constituir uma unidade geográfica. A montanha de Betel é o prolongamento da de Hebron. O vale de Jezrael liga-se a Galiléia. Quanto ao Carmelo, não é mais do que o esporão ocidental dos montes de Guilboa. Contudo, como estas regiões viriam a tornar-se a base territorial do reino do Norte, após o cisma que se seguiu à morte de Salomão, pareceu-nos mais lógico agrupá-las sob o mesmo titulo. Tal como já observamos a propósito da Galiléia. Israel nem sempre controlou o território situado a norte do vale de Jezrael. Em contrapartida, até  [ Read More ]

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20 jul 2011
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Geografia física Os gráficos dividem a montanha da Judéia em três zonas distintas: as colunas de Hebron, que se estendem por 40 quilômetros, do Naal Bersabéia ao sul de Belém: a depressão de Jerusalém, que prolonga o relevo até uma dúzia de quilômetros a sul de Ramalá, e a montanha de Betel, que se desdobra até o uádi Sereda. O capitulo presente é essencialmente consagrado à descrição e à historia das colinas de Hebron e de Belém. Jerusalém e as colinas do norte constituirão o objeto de um estudo particular. As colinas de Hebron são rodeadas, a oeste, pelo vale  [ Read More ]

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19 jul 2011
ASCENO~1

Os artistas mais humildes, tal como os mais prestigiados, encontraram sempre na Bíblia uma fonte de inspiração fundamental. As razões de tal fato são evidentes. Independentemente do poder decisivo que a Igreja deteve durante século e domínio que ela pôde exercer sobre o pensamento humano, emana da própria narrativa bíblica um interesse e um poder de fascinação a que os artistas não puderam manter-se insensíveis. É esse o caso, notadamente daquelas cenas que permitem opor personagens tão diferentes umas das outras como Golias, o gigante armado dos pés à cabeça, e Davi, o jovem pastor, ou então filho pródigo, ingrato  [ Read More ]

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