10 ago 2011
transjordania

Do norte ao sul, a Transjordânia divide-se em cinco partes. A mais setentrional dessas zonas, limitada a oeste pela cadeia do monte Hermon, é um vasto planalto que se estende do Jarmuk as imediações de Damasco, situada a nordeste. Imediatamente a norte do Jarmuk encontra-se uma região muito fértil, que o Antigo Testamento denomina a terra de Basan ou, mais simplesmente, Basan, ou seja, a “terra lisa”, portanto rica e sem pedras. Para além desta conotação geográfica, o termo “bashân” evoca boa alimentação, abundancia e força. Quando faz alusão aos inimigos que o assaltam de todos os lados, o salmista  [ Read More ]

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9 ago 2011
Os Impérios vizinhos de Israel

Durante toda a época bíblica, a história do povo de Israel nunca deixou de ser influenciada pela presença de poderosos vizinhos, tanto a sul como a nordeste. Na sua fronteira meridional, ora aliado, ora hostil, o império Egípcio constituía um fator permanente de preocupações. Em nenhum lado o caráter imprevisível das relações com o Egito é mais bem ilustrado do que nos episódios contratados da instalação de José e do êxodo: em primeiro lugar, José, depois de ter sido vendido pelos irmãos, acaba por tomar-se uma das personagens mais importantes do país, onde a sua família é acolhida de braços  [ Read More ]

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8 ago 2011
O deserto da Judéia II

O deserto da Judéia está compreendido entre a franja ocidental da montanha da Judéia e a depressão constituída pelo mar Morto e pelo vale do Jordão. O presente capitulo refere-se apenas à parte desta região que se estende a sul de Belém. A este respeito, convém precisar que o “deserto” da Judéia, no seu conjunto oferece apenas uma semelhança muito longínqua com um deserto como o Sara e os seus vastos espaços de areia se estendem a perder de vista. Se for verdade que esta região inclui zonas semidesérticas, notadamente nas proximidades do mar Morto, nem por isso deixa de  [ Read More ]

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3 ago 2011
colinas de Jerusalem

Geografia física Já tivemos ocasião de precisar que a região de Jerusalém forma uma espécie de baixa (depressão) entre a montanha de Hebron, a sul, e a de Betel, a norte: os seus cumes dominam-na de fato, a mais de 200 metros. Na sua parte setentrional, esta depressão ganha à forma de um planalto onde os israelitas instalaram um aeroporto. A maioria dos rios da região corre para oeste, em direção à planície costeira, na qual deságuam depois de terem escavado amplos vales através da Sefela. O mais notável desses vales é o de Aialon. Este sistema hidrográfico teve como  [ Read More ]

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2 ago 2011
Lida

Geografia física Em hebraico, a palavra Shephéla significa “terras baixas”. Encontra-se com freqüência no Antigo Testamento. Em Josué 15, 20-63, este termo designa uma região que não é nem o “extremo sul” (negeb em hebraico, versículo 21), nem a “montanha” (harem hebraico, versículo 48). O texto apresenta uma lista de cidades da “Terra Baixa”, às quais juntas cidades habitualmente localizadas na “planície costeira” (versículos 45-47). É difícil definir com precisão os confrontos da Sefela. A Norte é limitada pelo vale de Aialon, uma fenda geológica que vai dar à planície de Lod. Na orla oriental, é rodeada por uma serie  [ Read More ]

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1 ago 2011
geografia de israel nos tempos biblicos

O melhor meio para se representar o país da Bíblia é imaginar seis faixas justapostas orientadas de norte a sul. A primeira dessas faixas é constituída pela planície costeira. Esta começa 20 quilômetros a norte de Aco, onde a sua largura não ultrapassa 5 quilômetros, para atingir gradualmente 13 quilômetros por alturas da baía de Haifa. Aí é cortada pelo monte Carmelo, a sul do qual é retomada, com uma largura de 4 quilômetros, num comprimento de 30 quilômetros. A sul do Naal Tanimim, a planície costeira alarga-se de novo para atingir 20 quilômetros na intersecção do vale do Aialon,  [ Read More ]

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20 jul 2011
OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Geografia física Os gráficos dividem a montanha da Judéia em três zonas distintas: as colunas de Hebron, que se estendem por 40 quilômetros, do Naal Bersabéia ao sul de Belém: a depressão de Jerusalém, que prolonga o relevo até uma dúzia de quilômetros a sul de Ramalá, e a montanha de Betel, que se desdobra até o uádi Sereda. O capitulo presente é essencialmente consagrado à descrição e à historia das colinas de Hebron e de Belém. Jerusalém e as colinas do norte constituirão o objeto de um estudo particular. As colinas de Hebron são rodeadas, a oeste, pelo vale  [ Read More ]

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13 jul 2011
jerusalem dourada

A Cidadela e as Muralhas e Portas de Jerusalém Jerusalém se localiza num lugar alto das montanhas da Judéia. As razões de sua importância para as grandes religiões monoteístas – o judaísmo, o cristianismo e o islã – não podem ser atribuídos à sua localização num importante rota comercial, à sua posição estratégica, nem sequer ao fato de ela ser o centro de uma civilização prospera. A única explicação reside no aspecto sagrado da cidade, de um principio sagrado que precede até o relato bíblico da criação da Cidade de Davi e do Primeiro Templo três mil anos atrás. A  [ Read More ]

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1 jul 2011

Durante a invasão dos partos, o filho de Antípatro, Herodes, o Grande, fugiu para Roma. Ali foi nomeado rei da Judéia, e regressou para derrotar os invasores partos em 37 a.C. Herodes, conquistou Iduméia, Samaria e Galiléia com a ajuda do exercito romano. Depois avançou até Jerusalém e ao fim de um assédio de cinco meses tomou a cidade. A dinastia Asmonéia terminou com a execução de Antígono. Tecnicamente falando, Herodes podia ser considerado judeu; embora observasse de má vontade os costumes judeus e suas leis dietéticas, nunca foi aceito pela maioria judia da Judéia, a qual considerava acima de  [ Read More ]

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21 jun 2011

Em 332 a.C., o exercito de Alexandre, o Grande, conquistou a Terra Santa. Após a sua morte em 323 a.C. o Império foi dividido entre seus herdeiros – os diodocos – , e a Palestina se juntou ao território governado pelos ptolemaicos, parte de uma província da síria e da fenícia. À Judéia, a terra dos judeus, concedeu-se um estado de autonomia e o sumo sacerdote do Templo de Jerusalém transformou-se também no líder politico. Mas o destino da Palestina dependia do equilíbrio das guerras entre ptolemaicos e selêucidas. Em 198 a.C. Antíoco III conseguiu o controle da Judéia. Seu  [ Read More ]

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